domingo, 23 de novembro de 2008

Missa de Cristo Rei

Cristo Rei A 2
Ez 34,11-12.15-17 Sl 22 1Cor 15,20-26.28
Mt 25,31-46

Este é o último final de semana do ano litúrgico, também chamado de Cristo Rei do universo.

O evangelho nos apresenta uma cena grandiosa:

Jesus, exercendo a função real, sentado em um trono com todos os seus anjos.

Diante Dele, como em um imenso cenário,

estão recolhidas todas as nações.

Aí estão representados os cristãos
e não cristãos,

todos os que crêem e os ateus.
Existe uma única divisão entre eles:

o modo como cada um cuidou de Jesus presente em cada pessoa encontrada na vida.

Esta é a visão do grande dia em que cada um de nós,

no final de seus dias aqui na terra,

se apresentará junto de Jesus e ouvirá:

“tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes;
nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.”
Mt 25,35-36

E aí alguns perguntarão:

“Senhor, quando foi que te vimos em qualquer uma destas situações?”

O evangelho nos alerta com uma mensagem desconcertante,

para que não sejamos
surpreendidos no juízo do final dos tempos:

O Senhor tem o rosto daquele mendigo que pedia esmola na esquina,

do idoso esquecido pelos familiares em algum leito qualquer,

de todos os que se perderam por causa do álcool e drogas,

das pessoas destruídas pelas calúnias e mentiras,

ou que todos zombavam e ninguém queria ser amigo,

das famílias que se separaram.

O elenco poderia ser prolongado por cada um de nós,

descrevendo os inúmeros encontros com as pessoas ao longo de cada dia.

A cada momento temos a oportunidade de encontrar Jesus

presente em pessoas conhecidas e desconhecidas.

O evangelho do juízo final nos diz que o nosso confronto decisivo com Deus

não acontece simplesmente por meio de gestos heróicos
e extraordinários,

mas nos encontros diárias,

onde somos chamados a ajudar quem de nós necessita.

Um simples sorriso,
uma breve visita,
uma cesta de alimentos,
o gesto de dar uma roupa ou remédio,
ser voluntário para alguma obra...

são sinais do nosso amor a Deus em ação.

A santidade cresce depressa onde há bondade.

O mundo esta ficando a cada dia pior,

justamente pela falta de doçura, bondade
e espírito de doação e serviço.

Quantos não sabem mais o que é doar o seu tempo para fazer o bem a alguém,

sempre existe a pergunta:
o que vou ganhar,
qual a vantagem...?

Há pouco tempo uma pessoa veio até mim para dar os parabéns pelo modo como havia sido atendida por uma pessoa muito simples sabe onde?
Na porta do banheiro da igreja.

Quanta coisa mudaria em nós,
na família, ao nosso redor e no mundo

se por meio de pequenos gestos de amor soubéssemos viver a nossa amizade com Deus.

Ainda existe tempo para ser bom, generoso e educado.

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